Por Alice Thomaz

Após quatro longos meses de expectativas, finalmente as peças que compõem a exposição Descamação Celular chegaram a Porto Velho. A autora da obra, Rita Queiroz, está organizando todo o material em espaço reservado no Museu Palácio da Memória Rondoniense – antigo Palácio Presidente Vargas, no Centro de Porto Velho com previsão de início da exposição em 2 de dezembro, data em que a artista plástica completará 80 anos.

Todo acervo que compõe a exposição foi doado por Rita Queiroz ao Governo de Rondônia. Recentemente ela esteve com o governador Confúcio Moura, que se comprometeu a tomar as providências necessárias para a preservação das obras. A exposição é resultado de um trabalho de imersão da artista, que buscou com profundidade as a vivência da população que habitou a margem do Rio Madeira no século passado, inclusive ela mesma, que nasceu e foi criada na beira do rio, de onde era retirado parte da subsistência da família.

Para compor os personagens Rita utilizou tecidos de sua própria roupa, recriou com pinceis cenas de sua memória, utilizando como tela lençóis e redes usadas. “É a minha própria vida retratada aqui”, diz emocionada. A ligação da artista plástica com sua obra é tão intensa que Ritachorou ao tirar peças das caixas, que chegaram esta semana de Goiás.

A exposição Descamação Celular além de retratar a vida cabocla, reúne também todas as homenagens que a artista recebeu ao longo dos40 anos dedicados a arte. Diplomas, medalhas, troféus e outras condecorações estão todas no pacote doado ao Estado, além de jornais, fotos e documentos pessoais. “Estamos relacionando todo o material para fazer um inventárioe entregar ao Governo, que creio, logo, logo fará o tombamento”, diz Rita.

Descamação Celular já esteve em Porto Velhoe recentemente estava em Anápolis,  onde recebeu elogios de muitos críticos. De volta a terra natal de Rita, ela ganha novos componentes, como a série de telas e um painel que ela produziu enquanto esperava a posição do Governo em receber a doação e preparar um local para sua permanência.

A diretora do Museu, paleontóloga Ednair Nascimento, conversou com Rita Queiroz e se dispôs a agilizar o preparo da exposição, para que a mesma possa ser inaugurada no dia 2 de dezembro.

O professor e historiador Marcos Teixeira, também esteve no Museu, em companhia do também artista plástico Bruno Souza. Eles também querem colaborar para que o local receba os cuidados necessários para a exposição.

“O que não falta para nós agora é trabalho e fico feliz ao ver que posso contar com o apoio e colaboração dos amigos”, salienta Rita Queiroz.

 

 

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