A 11ª Primavera dos Museus, que começou na última segunda-feira (18) reunindo mais de 900 museus de todo o Brasil, oferecendo ao público cerca de 2,5 mil atividades especiais, dentre as quais visitas mediadas, palestras e oficinas, traz ao Museu da Memória Rondoniense um reencontro com a cultura regional.

Com o tema “Museus e suas memórias”, o projeto desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) chegou em Porto Velho com uma programação especial, onde contempla uma exposição de artes, que conta com obras dos artistas plásticos Geraldo Cruz, João Zoghby e Rita Queiroz, abordando diretamente as produções regionais de Rondônia.

Para a diretora do Museu da Memória Rondoniense, Ednair Rodrigues, as exposições estão conectadas ao propósito da 11ª Primavera dos Museus, que visa o resgate da memória do lugar. “Estamos com duas exposições, uma voltada para as artes, que é proposta pelos artistas, onde a arte de cada um contempla a produção regional, e que vai muito de encontro com o objetivo da própria semana da Primavera dos Museus, que traz a questão das memórias. Também estamos com a exposição do acervo que a Rita Queiroz doou para o museu, que é muito regional e aborda a questão das memórias ribeirinhas”, informa a diretora.

Além das exposições, o museu também oferece, até o final do mês, oficinas e palestras para toda a população. Ednair Rodrigues salienta que o Museu da Memória Rondoniense pode ser caracterizado como um Museu de Ciências Naturais, tendo em vista que o seu acervo conta com materiais datados da pré-história.

Materiais fósseis e arqueológicos de várias partes do Estado podem ser apreciados, sendo que também é possível encontrar urnas funerárias, crânios humanos e artefatos culturais. A 11ª Primavera dos Museus está aberta ao público de 18 a 24 de setembro, mas a programação do Museu da Memória Rondoniense será estendida até o final do mês. O museu fica situado no antigo palácio do governo, no centro histórico da capital, e tem o seu horário de funcionamento das 9h às 17h.

Acervo relata a história

Com mais de 800 mil exemplares, entre livros e fotos, o acervo também conta com edições de jornais do século XX, que atrai diariamente muitos jovens estudantes e pesquisadores para a realização de seus projetos. O acervo documental pode ser acessado por qualquer pessoa, mas com as novas instalações (agora funciona no antigo Palácio do Governo) as pessoas ainda se sentem retraídas a frequentar o local, conforme Ednair Rodrigues. “Entendemos que este prédio foi construído para ser uma sede administrativa, e que as pessoas ainda estão assimilando este novo local. No prédio do relógio, o acervo era mais acessado pela comunidade em geral, mas com esta mudança o acervo tem sido mais procurado pela comunidade científica. Muitos universitários buscam aprofundar suas pesquisas com o auxílio do acervo documental, então nós estamos fomentando esta produção de conhecimento”, disse a diretora.

 

Posts recomendados

Seja o primeiro a comentar, abaixo!


Adicionar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *